quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Confrontação

“mantendo fé e boa consciência, porquanto alguns, tendo rejeitado a boa consciência, vieram a naufragar na fé.” (1 Timóteo 1:19 ARA)


A expressão naufragar me preocupa sobremaneira. Ela sugere que algo que flutuava afundou, perdeu sua capacidade de navegar, ficando presa a uma posição e provavelmente destruída. É triste imaginar ou conviver com alguém cuja fé está afundada, encalhada e aos pedaços, difíceis de serem reunidos.

Tão triste quanto isso é observar o quanto essas pessoas já foram bençãos enquanto navegavam. Talvez nunca tenham sido grandes líderes, mas basta que tenham sido fiéis testemunhas de Cristo ou pessoas de oração. Para mim, particular e pessoalmente, estes valem muito. Como imaginar que meus intercessores naufragaram?

Isso tudo aconteceu, nesta menção de Paulo à Timóteo, por não preservar uma boa consciência. Rejeitar uma boa consciência é mais fácil do que parece:

Preferir assistir TV do que orar

Pensar mal das pessoas

Falar mal das pessoas

Julgar acontecimentos por emoção

Decidir na carne, sem orar

Tentar burlar as regras

Reter a generosidade

Viver fofocando (manipular a narrativa dos fatos)

Trocar a igreja local pelo futebol (ou equivalente)

Não abençoar, tendo possibilidade

Nada disso é roubo, assassinato ou adultério, que são pecados “da moda”. Mas levam a deixar de lado a boa consciência em troca de um legalismo onde parece que tudo que importa é seguir regras básicas.

É preciso desejar para que a consciência se mantenha boa. Tanto boa no sentido de sua qualidade como no sentido de sua saúde. E mais do que desejo, é preciso voluntariamente exercitar a boa consciência. Note que os que naufragaram, segundo Paulo, rejeitaram a boa consciência. Não foi algo sem-querer…

“Deus amado, fortalece-me para que eu deseje manter minha consciência limpa, boa, saudável. Sem Tua ajuda não conseguirei.”

Obs: Não conheço o autor, gostei, copiei e colei.